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Taxa Livre de Risco: o que você precisa saber antes de investir

Notebook ligado em cima de uma mesa. Gráficos coloridos aparecem junto a uma mão segurando um tablet

Quando um investidor analisa em quais aplicações vale a pena investir dinheiro para obter lucro futuramente, ele deve levar em consideração a taxa livre de risco.

Todo investimento, por mínimo que seja, possui um grau de instabilidade. Então, a taxa livre de riscos pode ser usada para que o investidor decida se vale a pena realizar aplicações de alto ou baixo risco para conseguir o lucro almejado.

O que é taxa livre de risco?

A taxa livre de risco é um indicador mínimo de rentabilidade. É através dele que um investidor pode calcular o capital e juros que receberá em uma aplicação livre de riscos.

Esse índice costuma ser representado pela taxa de juros de um país. No Brasil, a Selic é o indicador econômico de juros do mercado, utilizado como base de cálculo para investimentos. Poupança e títulos públicos ligados ao Tesouro Direto são exemplos que podem ser baseados pela taxa livre de risco.

Geralmente, aplicações de renda fixa são as mais associadas a investimentos de baixo risco. Pois, o investidor tem a certeza de que seu dinheiro retornará e renderá um valor X de juros, previsto no contrato. Determinando assim, os custos de oportunidades do projeto e o que o investidor ganha ou deixa de ganhar caso opte por outras modalidades.

Já quem decide investir em fundos de ações, empresas e títulos privados, não têm garantias de que vai obter um retorno financeiro.

Como é usada para comparar investimentos e medir a relação entre retorno e risco de um empreendimento, a taxa livre de retorno é bastante utilizada dentro do Modelo de Precificação de Ativos, pois ele consiste em determinar a taxa de retorno teórica apropriada de um ativo.

É possível calcular a Taxa Livre de Risco?

O cálculo da Taxa Livre de Risco pode ser complexo, pois quando se fala de investimentos, é preciso compreender que não existem ativos 100% livres de riscos.

Mesmo a Taxa livre de risco sendo considerada como um ativo livre de risco nominal, o valor de rentabilidade de um título público não pode ser calculado devido à oscilação da inflação no país.

Então, a volatilidade dos juros faz com que o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) seja considerado uma taxa livre de riscos em países como o Brasil.

Contudo, aplicações de renda variável podem se tornar mais atrativas que os investimentos de baixo risco e com renda fixa. Pois, para que, por exemplo, a rentabilidade da poupança seja atrativa, será necessário que ela pague um bom prêmio de risco.

Qual a diferença entre taxa livre de risco e prêmio de risco?

Todo tipo de investimento pode apresentar riscos. No entanto, investimentos considerados “seguros”, podem não ser tão vantajosos quanto investir em ativos de rentabilidade variável.

  • Prêmio de risco: é um termo usado para diferenciar os rendimentos de um investimento qualquer e os rendimentos de investimentos considerados sem risco. Logo, o prêmio de risco precisa oferecer uma rentabilidade mais atrativa.

Ou seja, seu lucro precisa ser consideravelmente maior que investimentos em renda fixa, pois seus riscos são maiores.

Assim, para um investidor decidir aplicar seu dinheiro em investimentos que não possuem margens de segurança, ele precisa ser persuadido através de lucros mais atrativos.

Então, quanto maior for o risco de investir em determinado ativo, maior deve ser o prêmio de risco.

  • Taxa livre de risco: já este tipo de taxa gira em torno de menores riscos ou perdas de dinheiro. Entretanto, seus lucros não são tão atrativos quanto investimentos de renda variável como ações.

Por que um investidor deve levar a taxa livre de risco em consideração?

Existem dois fatores que precisam ser considerados para decidir quais aplicações podem ser mais atrativas e com garantias de retorno financeiro.

1-Fator geográfico: leva em consideração a localização de um investimento para indicar sua rentabilidade. Por exemplo, os EUA possuem em sua economia um risco de crédito menor que a economia brasileira. No entanto, consequentemente a taxa livre de risco do país será menor que a taxa do Brasil.

2-Fator temporal: quanto maior o período de duração de uma aplicação, mais incertezas ela pode indicar de que seus investimentos darão retorno. Pois, este pode ser um risco não diversificado. Seu controle independe do investidor.

Portanto, fazer uma análise da Taxa livre de riscos faz com que o investidor reflita sobre o tipo de investimento e o valor do lucro futuro que deseja obter. Então, a modalidade de aplicação a ser feita dependerá exclusivamente do quanto o investidor estará disposto a arriscar para obter retorno financeiro.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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