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Taxa Mínima de Atratividade: confira o que é este indicador

Taxa mínima de atratividade

Quando uma empresa projeta um empreendimento para obter retorno financeiro no futuro, é preciso realizar análises para confirmar que o investimento será rentável. Então, gestores e investidores utilizam a taxa mínima de atratividade como referência.

Saber a porcentagem de juros que um projeto pode render é a forma mais assertiva de não lidar com prejuízos futuramente. A taxa mínima de atratividade pode ser o indicador ideal para que gestores decidam sobre investir em um empreendimento.

O que é Taxa Mínima de Atratividade?

A taxa mínima de atratividade (TMA) se refere a um conceito no qual pode ser aplicado para realizar a análise de um investimento. Pois, é um indicador de percentual de juros que representa o valor mínimo de retorno esperado ao investir, ou o valor máximo que uma empresa está disposta a pagar por um financiamento.

Como funciona a TMA?

A TMA é utilizada no momento em que o investidor ou gestor contabiliza dos gastos que terá ao por um projeto em prática e o lucro que poderá obter futuramente com o mesmo. Ou seja, é decidida uma taxa de juros que será projetada para o valor atual de um projeto futuro.

Considere a construção de um prédio nos dias atuais para ser vendido futuramente. O valor gasto hoje, não será o mesmo amanhã. Assim como objetos, o dinheiro perde ou ganha valor com o passar do tempo. Sua valorização e desvalorização oscila conforme a instabilidade do mercado financeiro.

Desta forma, um empreendimento que é construído hoje por um determinado valor, futuramente, não custará a mesma coisa. Então, através de indicadores é possível calcular o valor presente de pagamentos futuros.

Índices como o Valor Presente Líquido (VPL) que é uma taxa de cálculo que indica qual será o valor futuramente de um projeto que está sendo construído atualmente. Esta taxa leva em consideração o valor gasto nos dias atuais (data zero) para analisar os fluxos de caixa e tempo do investimento.

Tendo o custo anual uniforme como a atualização de todos os custos de um projeto. Desta forma, ele equipara os fluxos de caixa para receitas e despesas de um investimento descontando a taxa mínima de atratividade.

Além disso, em conjunto com a VPL, a Taxa Interna de Retorno (TIR) é outro indicador utilizado para analisar economicamente a viabilidade e rentabilidade de um investimento no futuro.

Portanto, a taxa mínima de atratividade considera o cálculo de outros índices junto a taxa de juros estipulada pela empresa, para determinar as reais vantagens do investimento.

Porém, como sua base é feita através de juros, a lucratividade vai depender tanto de fatores internos, quanto externos. Por isso, é indicado utilizar a Selic como taxa de juros base, pois esse é o indicador médio econômico brasileiro utilizado para operações de rendimentos através dos juros.

Componentes da taxa mínima de atratividade

taxa minima de atratividade 2

Existem conceitos que são ligados diretamente a taxa mínima atrativa para que se obtenha uma análise mais completa e eficaz.

Quatro componentes devem ser estudados para levar em consideração o cenário financeiro:

  • Risco do negócio: deve ser considerado os ganhos financeiros. Quando maior for o risco de um investimento, mais alto deve ser o seu retorno financeiro. Assim, mais alta será a taxa mínima de atratividade a ser cobrada.
  • Liquidez: serve para analisar a velocidade na qual um investimento será convertido em caixa.
  • Custo de oportunidade: quando um investidor toma uma decisão, ele renuncia outras opções possíveis. Então, o custo de oportunidade está diretamente relacionado a todas as opções que o investidor escolheu renunciar para poder realizar o investimento eleito.

Ou seja, no setor financeiro, esse custo mostra a margem de lucro que poderia ser obtida em um projeto que foi rejeitado.

  • Custo de capital: este é um conceito que pode ser comparado à TMA, porque representa a taxa de retorno que os investidores desejam obter ao elaborar um projeto.

Porém, o custo de capital é o custo direto (dinheiro) que uma empresa possui para conseguir captar novos recursos.

Como a TMA se relaciona ao custo de capital e custo de oportunidade?

O Custo de Capital, a TMA e o Custo de Oportunidade se correlacionam no momento em que a análise desses fatores, feitas de modo conjunto, podem ajudar um gestor a tomar decisões sobre o resultado a ser obtido.

Pois, quando uma empresa junta esses conceitos, ela deve ter pleno conhecimento do quantitativo que seu dinheiro deve render, quanto os financiadores esperam de resultado e quais oportunidades devem ser deixadas de lado.

No primeiro momento pode parecer complexo. No entanto, quem trabalha no ramo empresarial deve estar bastante familiarizado com esses conceitos. Porque é a partir deles que a tomada de decisão correta sobre as vantagens futuras de um empreendimento, serão feitas.

É possível calcular a taxa mínima de atratividade?

Sim, a TMA é uma porcentagem de juros cobrados para estipular o valor futuro do projeto, contudo, este percentual é determinado pelo investidor.

Por isso, para chegar a um valor considerado justo e que traga a lucratividade desejada, a partir das informações coletadas, o ideal é que o investidor considere o valor da taxa Selic como mínimo, pois assim possivelmente vai obter o mínimo de retorno desejado.

Isso é inclusive mais indicado por especialistas, o valor da TMA deve ser sempre mais alto que a Selic.

Além disso, a liquidez, o risco do negócio e os custos de oportunidade, que são componentes da taxa mínima de atratividade, são os fatores que podem ser determinantes para a tomada de decisão sobre a viabilidade de um projeto. Assim, o resultado do investimento deve ser consideravelmente maior que o investimento em si, considerando eventuais despesas.

Vantagens de utilizar a TMA

Considerando todos os gastos e riscos que um investimento pode ter, a taxa mínima de retorno é necessária por identificar o percentual de lucro que a empresa vai receber. Assim, todas as suposições e empolgações iniciais devem ser deixadas de lado caso a rentabilidade não seja minimamente atrativa.

Pois, nem sempre um projeto é economicamente viável. Então, caberá exclusivamente ao gestor do negócio, o investidor, a decisão de levar em consideração a análise da taxa mínima de atratividade para não haver prejuízo financeiro já que a lógica por trás dos investimentos é obter bons resultados e margens de lucro consideráveis.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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