TESA3: vale a pena investir na Terra Santa?

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Entre os diversos setores da bolsa em que se pode investir, um deles é o agronegócio. Como uma opção de empresa, tem-se a Terra Santa (TESA3).

A Terra Santa (TESA3) atua na produção de commodities agrícolas, com foco em soja, milho e algodão. Sendo assim, sua classificação setorial é consumo cíclico, agropecuária e agricultura.

A partir dessa visão geral, é possível analisar pontos relevantes da empresa para que o investidor possa descobrir se faz sentido para ele investir nessa empresa, através do ticker TESA3.

Modelo de negócio da Terra Santa (TESA3)

A Terra Santa Agro é uma empresa produtora de commodities agrícolas, com foco na produção de soja, milho e algodão.

A empresa possui 7 unidades de produção no Mato Grosso. Isso porque se trata de uma região que apresenta condições favoráveis ao agronegócio, totalizando uma área sob gestão de cerca de 133,3 mil hectares.

Sendo assim, seus produtos estão ancorados em alicerces estratégicos sólidos. O segmento de grãos e fibras, por exemplo, vem passando por um crescimento econômico e populacional, aumento da renda disponível e, logo, mudança nos hábitos alimentares e urbanização.

Neste contexto, o Brasil se apresenta como um dos protagonistas para atender esse aumento na demanda, que faz parte do modelo de negócio da Terra Santa.

Além disso, a empresa busca o crescimento econômico de forma sustentável através de práticas de gestão ambiental, de modo a promover a melhoria contínua dos processos e produtos.

A empresa, por exemplo, se compromete com a proteção de mananciais e da biodiversidade, através da preservação das áreas de reserva legal e de preservação permanente. Ainda, promove a redução de resíduos sólidos por meio da verticalização da produção.

Informações básicas sobre os papéis da Terra Santa (TESA3)

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Algumas das informações importantes sobre os papéis da Terra Santa são divulgadas pela B3, bolsa da qual a empresa faz parte.

A empresa conta com um tipo de papel: as ações ordinárias (TESA3 ON), que dão direito a voto nas assembleias.

Silvio Tini de Araújo, diretor do conselho administrativo, tem cerca de 24% dos papéis da Terra Santa. No geral, a estrutura acionária da companhia é pulverizada com maior parte de investidores brasileiros.

Além disso, há outras características relevantes sobre a companhia:

  • Segmento de listagem: Novo Mercado. Esse tipo reúne as empresas com alta transparência e boa governança, sendo o mais alto nível da bolsa;
  • Ações em circulação: 7,2 milhões de papéis;
  • Tamanho: trata-se de uma Small Cap;
  • Tag Along: 100% ON;
  • Free Float: 28% das ações em circulação.

Dados importantes sobre a Terra Santa (TESA3)

Em primeiro lugar, antes mesmo de começar investir, é bom fazer uma análise fundamentalista da empresa.

No caso da Terra Santa, por exemplo, ela apresenta uma boa governança e um baixo endividamento. Por outro lado, não apresenta um histórico de pagamento de dividendos

Essa é uma das formas de lucrar possíveis para o investidor. Além dela, é possível se vender ações por um valor mais alto do que se comprou. Essa prática é conhecida como trade.

Pontos positivos da Terra Santa (TESA3)

  • Grande produção a nível nacional;
  • Inovação na gestão agrícola;
  • Destaque na produção de grão.

Pontos negativos da Terra Santa (TESA3)

  • Sazonalidade da produção;
  • Setor com excesso de tributação;
  • Crescente concorrência.

Conhecendo a história da Terra Santa

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A Terra Santa surgiu em 2003 e fez sua Oferta Pública Inicial de Ações (IPO) no ano de 2006. A empresa é o resultado da incorporação de três empresas: Brasil Ecodiesel, Maeda Agroindustrial e Vanguarda Participações.

As duas últimas empresas, agrícolas, consolidaram a estratégia da companhia de adoção de um novo modelo de negócios com foco na produção de grãos e fibras.

Em função desse foco, a companhia promoveu um plano continuado de desinvestimento de ativos ligados ao biodiesel para concentrar todos os seus esforços na operação agrícola.

Em 2012, a Terra Santa realizou um aumento de capital, onde a gestora de recursos de terceiros independente regulada pela CVM, Gávea Investimentos, adquiriu uma porcentagem significativa do capital social da empresa.

Já em 2013, a empresa iniciou seu processo de turnaround operacional, com o objetivo de buscar eficiência operacional e rentabilidade dos negócios.

Os resultados da conclusão deste processo, portanto, começaram a ser percebidos na safra 2014/15, quando a companhia conquistou suas produtividades recordes em todas as culturas, inclusive quando comparadas as médias do estado do Mato Grosso.

Além disso, em 2013, a Companhia teve a iniciativa de devolver arrendamentos localizados na Bahia e Piauí, por conta da alta instabilidade climática e baixa rentabilidade.

Sendo assim, a Terra Santa passou a concentrar suas operações no Mato Grosso, que apresenta benefícios do ponto de vista agrícola.

Por fim, com a conclusão turnaround operacional, a companhia passou a focar na sua reestruturação financeira com o objetivo de adequar do fluxo de caixa financeiro ao fluxo de geração de caixa operacional.

Concorrentes da Terra Santa

Além de observar informações da própria empresa, é interessante conhecer a concorrência do setor. Há, por exemplo, a Brasilagro (AGRO3), a SLC (SLCE3) e a São Martinho (SMTO3).

Em primeiro lugar, a BrasilAgro é uma das maiores empresas brasileiras em quantidade de terras agricultáveis. A empresa tem como foco a aquisição, desenvolvimento, exploração e comercialização de propriedades rurais com aptidão agropecuária.

Além disso, foi a primeira companhia produção agrícola a abrir o capital no Novo Mercado da B3 e a primeira empresa brasileira do agronegócio a listar ADRs na NYSE.

Em segundo lugar, a SLC é uma das maiores produtoras do agronegócio nacional. A empresa tem uma atuação de alta escala, padronização das unidades de produção, tecnologia de ponta, controle rigoroso dos custos e responsabilidade socioambiental.

Ainda, o negócio inclui a procura e compra de terras com potencial produtivo com a intenção de venda, depois de valorizar esses espaços.

Por fim, a São Martinho se destaca como uma das maiores produtoras de álcool e açúcar no mundo. A empresa tem capacidade moer 24 milhões de toneladas de cana por ano.

Além disso, a companhia tem quatro usinas em operação e uma unidade para produção de ácido ribonucleico, a Omtek.

Como investir na Terra Santa (TESA3)?

Para entrar no mercado de ações, é preciso saber todos os passos para investir em um papel na bolsa de valores. Com isso, e tendo uma noção do panorama geral do setor e da Terra Santa (TESA3), o investidor pode fazer uma escolha acerca da empresa.

Quais as vantagens e desvantagens da TESA3?

Por um lado, a Terra Santa apresenta grande produção a nível nacional mas, por outro, é um segmento de produção sazonal.

Quais são os concorrentes da TESA3?

Algumas das empresas que fazem parte do setor agrícola, assim como a Terra Santa, é interessante conhecer a concorrência do setor. Há, por exemplo, a Brasilagro (AGRO3), a SLC (SLCE3) e a São Martinho (SMTO3).

Qual é o segmento de listagem da TESA3?

O segmento de listagem da Terra Santa é Novo Mercado, que reúne as empresas com alta transparência e boa governança.

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Arthur Dantas Lemos

Arthur Dantas Lemos

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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