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Tesouro Direto: tudo sobre esse investimento!

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O investimento no Tesouro Direto tem ganhado bastante popularidade entre os brasileiros nos últimos anos por conta de sua boa rentabilidade e praticidade.

Ao contrário da poupança, o Tesouro Direto oferece rendimentos bastante vantajosos para os investidores em renda fixa.

No entanto, para investir bem no Tesouro Direto, é preciso entender como cada um dos seus vários títulos funcionam.

Assim, você garantirá o alcance dos seus objetivos financeiros da maneira mais eficaz possível.

O que é Tesouro Direto?

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O Tesouro Direto pode ser entendido como um programa de títulos públicos de renda fixa emitido pelo Tesouro Nacional, um órgão do Governo Federal junto com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Por conta disso, ao investir seu dinheiro no Tesouro, você está emprestando essa quantia para que o governo a utilize em áreas como infraestrutura, saúde e segurança nacional.

É preciso destacar que Tesouro Direto é uma nomenclatura para o programa do Tesouro Nacional. Portanto, ao escolhê-lo, você poderá investir nos títulos públicos oferecidos por ele.

Existem três categorias existentes nesses títulos públicos federais:

História do Tesouro Direto

O Tesouro Direto foi criado em 2002 através da parceria entre o Tesouro Nacional e a BM&F Bovespa, hoje chamada de B3. Seu objetivo era tornar os investimentos mais acessíveis para o público.

Mesmo assim, somente em 2017 ele ganhou popularidade entre a maioria dos investidores em renda fixa, fazendo com que existam hoje mais de 2,8 milhões de pessoas cadastradas neste investimento.

Anteriormente, ele só estava disponível em Fundos de Renda Fixa administrados pelos bancos. No entanto, já é possível encontrar diversas formas para aplicar seu dinheiro no Tesouro.

Tesouro Direto é seguro?

Em geral, o Tesouro Direto é uma ótima opção de investimento para pessoas que buscam baixo risco, alta liquidez e praticidade.

No entanto, seus títulos federais, como o Selic, não contam como a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Esse órgão garante o retorno de até R$250 mil em casos de calote financeiro, seja por falência da instituição emissora ou por outros motivos.

No entanto, esse valor é limitado para CPF, CNPJ ou instituição, além de que cada pessoa só tem a garantia de até R$1 milhão dentro do período de quatro anos.

Mas para o Tesouro Direto, a falta dessa cobertura não representa um problema, já que ele é uma opção de investimento garantida pelas contas públicas.

Ou seja, caso haja a falência do seu emissor, significa que todo o sistema brasileiro estará em colapso, impactando qualquer outras opções de investimento cobertas pelo FGC, e até mesmo o próprio FGC.

Por isso, o risco atrelado ao investimento no Tesouro Direto é praticamente nulo.

Características do Tesouro Direto

Assim como qualquer tipo de investimento, o Tesouro oferece vantagens e desvantagens, de acordo com cada perfil de investidor.

Portanto, para saber se ele faz sentido para os seus objetivos financeiros, é necessário entender bem como ele funciona e quais as suas características.

Rentabilidade do Tesouro Direto

A praticidade do investimento no Tesouro, que envolve apenas a compra e o resgate do seu título, é bastante atrativa para diversos investidores.

Mas além disso, existe outro ponto que o faz se destacar entre algumas opções de ativos: sua rentabilidade.

Os rendimentos do Tesouro Direto costumam estar bem próximos a 100% do CDI, que serve como o benchmark da renda fixa.

Seus títulos são precificados diariamente, de acordo com as expectativas do mercado quanto aos juros futuros.

Ou seja, quando esses percentuais caem, o preço dos papeis sobe, fazendo com que eles valham mais do que você pagou, sendo um bom momento para a venda dos títulos, caso necessário.

No entanto, para garantir a melhor rentabilidade com o Tesouro, aplicar a longo prazo é sempre a melhor opção, já que possibilita a ação completa dos juros compostos até o prazo de vencimento.

Liquidez do Tesouro 

Uma das vantagens mais citadas quando falamos de investimento em Tesouro Direto é a sua liquidez diária.

Portanto, quando necessário, você poderá resgatar o capital aplicado sem nenhum prejuízo financeiro, apenas com os rendimentos obtidos até aquele momento.

Quando isso ocorre, o próprio Governo faz a recompra dos títulos, disponibilizando o dinheiro em apenas um dia útil.

Esse fator faz com que os títulos do Tesouro Direto acabam servindo para diferentes objetivos de investimento, como a criação de uma reserva de emergência ou aposentadoria.

No entanto, vale lembrar que esses investimentos rendem muito próximo do CDI quando carregados até a data de vencimento.

Valor mínimo para investir 

Uma informação fundamental para quem deseja começar a investir em renda fixa é o ticket mínimo do investimento. É ele quem determina se uma opção é mais acessível ou necessita de um grande aporte financeiro do investidor.

No caso dos títulos do Tesouro Direto, existem opções com o valor mínimo de R$30.

Portanto, quase todas as pessoas podem conseguir aplicar seu dinheiro nesse ativo.

Qual a tributação do Tesouro Direto?

Da mesma forma que outros investimentos de renda fixa,  os títulos do Tesouro também são sujeitos à incidência de tributações.

O IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) e o Imposto de Renda (IR) incidem sobre a rentabilidade do período.

No caso do IR, as alíquotas variam de acordo com o período da aplicação, por serem regressivas.

Para entender melhor, confira a tabela a seguir:

Até 180 dias22,50%
181 até 360 dias20,00%
361 até 720 dias17,50%
Acima de 720 dias15,00%

Já para o IOF, a cobrança só ocorre se o período do investimento for inferior a 30 dias, variando de 96% no primeiro dia a 3% no 29°.

Custos do Tesouro Direto

Existem alguns custos que são diretamente atrelados ao Tesouro Direto, que são:

  • Taxa de Custódia;
  • Taxa de Administração.

A Taxa de Custódia é cobrada pela B3, tendo uma alíquota de 0,25% ao ano.

Já a Taxa de Administração pode ou não ser cobrada, dependendo da instituição financeira utilizada para a compra desses ativos.

Seu valor oscila entre 0% e 2%.

Quais são os títulos do Tesouro Direto?

Após entender quais os fatores relacionados ao Tesouro, é hora de saber quais as modalidades oferecidas por esse programa do Tesouro Nacional.

Somente assim, será possível descobrir se alguma delas faz sentido para sua estratégia de investimento.

Tesouro Prefixado

Essa categoria do Tesouro possui uma taxa fixa de rentabilidade, de 12% ao ano. Isso significa que todos os anos, até a data de vencimento, você irá ter os mesmos rendimentos.

Essa é uma característica interessante para investidores com perfil mais conservador, já que ela protege a rentabilidade do investimento independentemente das condições do mercado econômico.

Existem dois tipos de títulos prefixados:

  • Tesouro Prefixado;
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais.

A diferença entre eles é somente o momento em que os rendimentos são obtidos. No primeiro, é preciso esperar até o vencimento para resgatar o capital sem perder rentabilidade.

Já na modalidade com Juros Semestrais, esse momento ocorre a cada seis meses.

Tesouro Atrelado à Inflação

Quando atrelados à inflação, os títulos do Tesouro direto são classificados como híbridos, já que a taxa de rentabilidade é constituída de um índice econômico (IPCA) e uma taxa prefixada.

Na economia, o IPCA reflete o que se percebe nos supermercados, postos de gasolina, entre outros, só de forma unificada, criando uma média.

Dessa forma, os rendimentos são apresentados ao investidor do Tesouro IPCA da seguinte maneira: X% + IPCA.

Portanto, devido à essa relação econômica, existirão momentos em que você terá mais rendimentos, e outros que terá menos.

Lembrando que, independentemente do seu resultado, ele sempre estará acima da inflação, diferente do oferecido pela poupança.

Tesouro Indexado à Taxa Selic

O único título público que possui rentabilidade indexada à Taxa Selic, taxa básica de juros da economia no Brasil, é o Tesouro Selic.

Por conta de seu baixo valor mínimo de investimento (R$30) e sua flexibilidade, ele é um dos papéis mais conhecidos do Tesouro Direto.

Os retornos referentes a este ativo são equivalentes à Taxa Selic, o que os tornam bastante semelhantes a investimentos que pagam 100% do CDI.

Além disso, sua baixa volatilidade possibilita que o investidor consiga resgatar seu dinheiro antes do prazo de vencimento sem nenhum prejuízo financeiro.

Por conta disso, ele costuma ser bastante utilizado para a construção de uma reserva financeira ou para juntar dinheiro para aportes maiores em outros ativos.

Assim, sendo um ativo importante para uma boa carteira de investimentos.

Como Escolher o melhor título do Tesouro?

Um erro comum a investidores é o falso pensamento de que existe uma opção de investimento melhor que todas as outras do mercado financeiro.

O problema disso é que, ao pensar dessa forma, você não está considerando os diferentes objetivos financeiros dos investidores.

Portanto, para escolher o título mais adequado ao seu perfil, seja ele atrelado ao Tesouro Direto ou não, é preciso definir o seu perfil financeiro.

Seja conservador ou arrojado, iniciante ou experiente, existem opções adequadas para cada uma dessas personalidades.

Após isso, você deve definir suas metas financeiras, já que, sem elas, não há como construir um bom planejamento de curto, médio e longo prazo.

Com essas informações, você estará mais preparado para analisar as condições oferecidas por cada investimento, como o valor dos papéis, liquidez e prazos de vencimento.

Tesouro vs outros investimentos: qual o melhor?

É provável que, ao analisar os títulos do Tesouro Direto, você deseje compará-lo com outras opções de investimento.

Por isso, confira se ele é realmente a opção mais vantajosa:

Tesouro Direto ou Fundos DI?

Para quem deseja ter uma maior liberdade na escolha de seus ativos financeiros, o Tesouro Direto acaba sendo a opção mais vantajosa.

Ele consegue ser ainda mais acessível que o Fundo DI, já que possibilita aportes iniciais a partir de R$30, contra os de R$500 dos Fundos DI.

Outro ponto positivo pode ser a isenção de algumas taxas, como a de administração, já que a aplicação é gerida apenas pelo investidor.

Tesouro Direto ou Poupança?

É importante destacar que, por menor que esteja a taxa ou o indexador utilizado, a rentabilidade do Tesouro sempre estará acima da inflação.

No entanto, não se pode dizer o mesmo da Caderneta de Poupança, já que ela acaba diminuindo o poder de compra dos investidores ao render abaixo da inflação.

Como exemplo disso, vamos analisar um caso hipotético:

Uma garrafa que hoje custa R$10 reais, em 10 anos, estará custando R$17.

Portanto, um investimento de R$10 feito hoje precisaria render mais do que R$7 em 10 anos para ter um rendimento real.

No entanto, não é o caso da poupança, que nessa situação hipotética, renderia R$16,70.

Tesouro Direto ou CDB?

As opções mais interessantes de renda fixa possuem algumas diferenças em suas características.

Inicialmente, temos a origem de emissão de cada um dos títulos, sendo o Governo para o Tesouro e as instituições bancárias para o CDB.

Além disso, no Tesouro, ao invés do uso do CDI como índice econômico, o indexador utilizado é a Taxa Selic para as opções pós-fixadas.

Outro ponto importante de diferenciação são os rendimentos desses dois investimentos.

Na maioria dos casos, o CDB acaba sendo a opção mais rentável, como até 120% do CDI.

Outra vantagem do Certificado é a sua tributação que, diferente do Tesouro, não possui o acréscimo de taxa de custódia.

No entanto, em questões de segurança, o Tesouro continua sendo a opção mais segura do país, já que está diretamente relacionada às contas públicas.

Por fim, temos a questão do aporte inicial.

Para investidores com renda mais baixa, o Tesouro acaba sendo uma opção mais possível, já que possibilita o valor inicial de R$30, contra R$1 mil do CDB.

Como investir no Tesouro Direto?

Para investir no Tesouro Selic ou em qualquer outro título público disponível, é preciso ter uma conta em uma corretora de valores.

A escolha dessa instituição deve ser feita de forma exclusiva por você, que é quem irá utilizá-la ao longo do tempo.

Por isso, é importante que você pesquise entre as diversas opções no mercado, suas cobranças, taxações e informações de estabilidade no mercado.

Nesse sentido, pode valer a pena abrir conta em mais de uma instituição.

Após isso, você deverá buscar na plataforma de renda fixa as opções disponíveis para a compra.

Nesse momento, estarão 3 grupos relacionados ao Tesouro Direto, que são:

  1. Tesouro Selic: ganhos conforme a variação da Taxa Selic;
  2. Tesouro Prefixado: ganhos estabelecidos no momento da compra do título;
  3. Tesouro IPCA: ganhos conforme a variação da inflação mais uma taxa prefixada.

Após isso, é só selecionar a opção desejada e fazer a compra do título desejado.

Dicas para ter investir no Tesouro Direto

Com certeza, o objetivo principal de qualquer um que utilize o Tesouro Direto ou outros investimentos é alcançar o melhor rendimento possível.

Para isso, além de utilizar uma corretora de confiança, que possibilite um uso prático ao investidor, você deve entender a importância das aplicações mensais.

Ao investir dessa maneira, você impulsiona os resultados obtidos a partir da ação dos juros compostos e consegue atingir seus objetivos mais rapidamente.

Outro ponto bastante importante é a diversificação da carteira de investimentos.

Como os títulos oferecidos pelo Tesouro são bastante variados, utilizá-los faz com que você conquiste diversos objetivos ao mesmo tempo.

Por fim, para garantir os melhores resultados possíveis ao investir no Tesouro Direto, não se esqueça da importância do longo prazo no alcance de melhores rentabilidades.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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