Home Blog Troca de serviços: saiba como ela funciona!

Troca de serviços: saiba como ela funciona!

troca de servicos

Desde os primórdios, a troca de serviços é algo que movimentou a economia de nações e povos, mas somente com o advento do papel moeda foi que as transações de escambo foram reduzidas.

A troca de serviços funciona por meio de uma comutação ou câmbio entre duas pessoas, pessoas e empresas ou apenas entre empresas com o foco em permutar um serviço, produto ou ação.

Então, a troca de serviços é um tipo de negociação que não envolve transação monetária ou dinheiro. Popularmente, é conhecida como permuta ou escambo (em um contexto histórico).

Existem diversas formas de troca e inclusive na internet, ela é uma modalidade bastante muito comum.

A troca de serviços pode ser enxergada como uma atitude empreendedora, onde a pessoa consegue algo que deseja em troca da realização de alguma atividade.

O escambo e a permuta de serviços

A permuta de serviços e produtos é algo que se tornou novamente popular, mas que já vem de uma trajetória histórica. Colonizadores e índios nos primórdios das nações realizavam o escambo de itens. Não só eles, como todas as civilizações através dos sistemas de trocas.

Ela tem como ideia algo comum e antigo, como exemplo, a grande máxima do código de Hamurabi “olho por olho, dente por dente”, sendo uma espécie rígida de lei, podendo ser considerada uma permuta, mesmo com o seu sentido figurativo.

Nessa perspectiva, com a modernização do escambo de serviços, se antes um objeto era vendido fisicamente, agora, com plataforma de permuta e vitrines virtuais, sites e aplicativos dominam as vendas e trocas online de produtos e serviços.

As plataformas de troca de serviços e a economia colaborativa

Antes de falar diretamente sobre as plataformas de permuta, é preciso salientar um conceito chave no mundo da troca de serviços, o consumo de forma colaborativa.

Conhecido como consumo colaborativo ou economia compartilhada,  ele atua como um organismo socioeconômico baseado no compartilhamento de recursos dentro do espectro do humano do saber, do atuar, do produzir e do agir.

As premissas atuais das trocas de serviços partem da ideia de economia colaborativa, que consiste justamente em partilhar um bem ou serviço que antes só poderiam ser usufruídos ou acessados apenas por apenas um individuo ou por meio do pagamento em dinheiro.

Dentro dessa perspectiva do consumo colaborativo, por exemplo, ao invés de ir comprar uma chave de fenda em uma loja de materiais de construção é possível alugá-la por algumas horas.

Entre alguns tipos comuns no digital, é possível destacar a economia colaborativa em trocas:

  • Brechó – roupas, sapatos, vestidos;
  • Sebo (livraria) – livros, enciclopédias, artigos, revistas e jornais;
  • Ferramentas de manutenção ou construção – martelo, furadeira, chave de fenda e outros.

Nessa pegada digital, os brechós são fenômenos em ascensão com a questão do câmbio de roupas usadas ou venda por preços muito mais em conta.

Porém, em uma perspectiva de escambo, é possível encontrar diversas outras modalidades, tais quais:

  • Móveis e mobiliário: guarda-roupas, mesas, sofás, cadeiras, geladeiras, fogões e afins;
  • Aparelhos eletrônicos, peças e eletrodomésticos: componentes de computador, aparelhos usados etc;
  • Bijuterias e colares;
  • Perfumes;
  • Favores ou permuta de serviços.

Até mesmo o tempo, é um artigo permutável nesse meio. Algumas empresas e aplicativos trabalham com a ideia de “vender o tempo” por meio de permuta para entidades sociais e outras pessoas que desejam adquirir o serviço de forma mais acessível.

A título de exemplificação, imagine um dentista que precisa de conserto em seu carro e um mecânico que precisa de reparo ou clareamento dental.

Apesar de parecer esdrúxula a comparação, de fato, são possibilidades bastante viáveis, sendo facilitadas por meios dessas plataformas.

Por fim, a troca de serviços, quando feita com segurança, apresenta benefícios para ambas às partes envolvidas. Numa perspectiva humanitária, essa troca permite até mesmo a redução de impactos ambientais que são amenizados com o não descarte dos obsoletos ou utilizados.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

Compartilhe conosco suas experiências

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *