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Turnover: saiba como a rotatividade de equipe pode afetar um negócio

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Ao empreender alguns problemas surgem e dentro de uma empresa os elementos mais importantes são os seus profissionais. Por isso, uma baixa taxa de rotatividade de equipe, também chamada de turnover, deve ser um objetivo buscado.

O índice de turnover está diretamente ligado ao bom funcionamento da equipe e, consequentemente, ao resultado do negócio.

O que é turnover?

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O turnover representa o nível de rotatividade de uma equipe de profissionais dentro de uma organização.

Ele identifica a taxa de admissões e demissões da empresa, podendo detectar problemas internos.

Existem diversos motivos que aumentam o índice de turnover, como:

  • Insatisfação com trabalho;
  • Baixa remuneração;
  • Condições de trabalho ruins;
  • Problemas de gestão e liderança.

O turnover é um ponto bastante importante a ser analisado pelos Recursos Humanos da empresa. Isso porque, se estável, contribui para a manutenção da cultura da empresa.

Podemos definir essa cultura como a missão, as crenças e os valores da organização. Essas informações acabam direcionando todo o comportamento e as estratégias da equipe.

Outro significado dessa rotatividade pode ser “renovação”. Em alguns casos, ele pode ser importante para a reestruturação de um negócio. No entanto, para quem deseja uma trajetória ascendente, o alto turnover pode ser uma ameaça.

De quais formas o turnover pode acontecer?

Existem diversos tipos de turnover que ocorrem em diversas situações. Eles são as motivações para a grande rotatividade dentro das empresas.

1. Funcional

Esse tipo de rotatividade é bastante vantajosa para empresas. Ela ocorre quando um funcionário pede para sair da empresa por conta de problemas de rendimento.

Ou seja, o próprio trabalhador entende que não está se adaptando ao funcionamento da empresa.

Ela facilita a substituição do profissional por outro mais capacitado sem os gastos de uma demissão.

2. Disfuncional

O turnover disfuncional representa a rotatividade mais negativa para uma empresa. Ele ocorre quando um profissional fundamental para o desempenho do negócio se desliga da empresa.

Isso prejudica a produção da organização, já que a substituição desse tipo de colaborador é bastante complicada.

Isso porque ele já está ligado à cultura da empresa, além de demonstrar a má valorização de profissionais destaques.

3. Voluntário

Este é o caso em que um funcionário comum chega a pedir demissão. O turnover voluntário pode ocorrer por conta de:

  • Problemas entre a equipe;
  • Novas ofertas de trabalho;
  • Falta de perspectiva de crescimento.

Uma alta rotatividade de equipe é bastante prejudicial para a imagem da empresa, seja para profissionais ou para clientes.

4. Turnover Involuntário

O turnover involuntário é quando a própria empresa opta pelo desligamento de certo funcionário. Entre os motivos mais comuns, estão:

  • Conflitos com chefes e gestores;
  • Atitudes irregulares;
  • Mau desempenho;
  • Problemas financeiros.

Quais as consequências de um turnover?

O turnover é uma movimentação comum nas empresas, quando baixo. Entretanto, a alta rotatividade de pessoas pode trazer impactos negativos para o negócio, como:

  • Mau relacionamento entre a equipe;
  • Despesas com demissões e contratações;
  • Queda na produtividade.

Além disso, a substituição de colaboradores cria obstáculos para o desenvolvimento da empresa.

Isso porque uma equipe preparada, integrada e competente é a chave para a criação de boas estratégias e soluções no mercado.

Como saber o índice de turnover de uma empresa?

Sabendo de todos esses problemas, torna-se necessário avaliar o índice de rotatividade dentro de qualquer empresa. Isso facilita a detecção de um possível problema e sua intervenção.

Para uma melhor comparação, o percentual de turnover de empresas brasileiras é de 43%.

Como calcular o turnover geral?

Para fazer apenas um cálculo geral sobre a movimentação de funcionários da empresa, é só utilizar a seguinte fórmula:

Número de admissões + Número de desligamentos

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Número total de funcionários

Como calcular o turnover de demissões?

Esse cálculo é voltado para empresas que desejam extrair maiores informações sobre sua rotatividade.

No entanto,  quando estão passando por um crescimento significativo, ter um grande número de admissões é natural.

Ou seja, não faz sentido utilizar esse dado no cálculo de turnover.

Por isso, para medir a estabilidade de funcionários, é só utilizar a seguinte fórmula:

Número total de desligados

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 Número total de funcionários

Já para fazer esse cálculo separando os funcionários demitidos dos que solicitaram pelo desligamento, existe a seguinte fórmula:

Turnover de desligamentos passivos

Número de funcionários demitidos

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Número total de funcionários

Se a taxa de demissões for alta, existe um problema na seleção de funcionários. Nesse caso, é preciso entender como encontrar as pessoas certas para a equipe.

Turnover de desligamentos ativos

Número de funcionários que pediram demissão

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Número total de funcionários

Se a taxa de desligamentos dos ativos for alta, é possível que exista um problema na valorização dos profissionais. Por isso, vale a pena analisar as condições de trabalho de seus funcionários.

O que fazer para diminuir o índice de turnover em uma empresa?

Após a análise das informações sobre o turnover de uma empresa, chega o momento de fazer intervenções.

O recomendado é que, antes da situação chegar em um ponto crítico, a empresa tenha atitudes que ajudem a reduzir a rotatividade.

Algumas estratégias para diminuir o turnover são:

  • Implementar sessões de feedback;
  • Selecionar criteriosamente os funcionários;
  • Dividir as tarefas de acordo com cada perfil.

Em certos casos, quando a equipe está bastante desestruturada, vale a pena uma completa renovação.

Assim, é possível escolher novos funcionários que acreditem no seu projeto e estejam preparados para os desafios.

Além disso, ter condições e benefícios bem definidos ajuda na melhoria do turnover. Acompanhe a nossa carta do fundador com conteúdos diários e gratuitos!

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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